Dicas do Studio da Mata


Piscina Natural

Grande tendência na Europa, a piscina natural assemelha-se a um lago ornamental, e apresenta algumas vantagens em relação ao modelo convencional: não necessita da aplicação de cloro ou qualquer outro produto químico para sua limpeza, que é feita por processos naturais, realizados por aguapés (Eichhornia Crassipes) e Ninféias (Nymphea Alba), dentre outras plantas aquáticas. Veja como fazer sua piscina natural:
O paisagista irá definir a forma e o estilo do tanque. Alguns itens são vitais para manter o conjunto sempre saudável:

1) Manta Impermeabilizante: disposta sobre tela drenante, é colocada diretamente no poço escavado na terra.

2) Areia: de um tipo especial para lagos, é usada para dar acabamento ao fundo das piscinas naturais e cobrir suas bordas, é agradável ao pisoteio e fica momentaneamente em suspensão, tornando a água turva sempre que alguém entrar no tanque.

3) Pedras: ajudam a compor o visual orgânico. Granitos e gnaisses são os mais indicados, além de seixos. Evite rochas calcárias e ferrosas, pois podem liberar minerais.

4) Filtro Biológico e Lâmpada Ultravioleta: submerso, o primeiro equipamento capta partículas e sujeiras grandes (como folhas) que flutuam. Depois, a água entra em contato com bactérias que consomem os micronutrientes (nocivos à saúde) resultantes da decomposição do material orgânico. Por fim, o líquido é submetido à ação de raios UV, aliados que eliminam algas e germes. O conjunto deve funcionar 24 horas por dia, ser silencioso e durável, além de consumir pouca energia. Observados esses cuidados, a manutenção se resume às trocas mensal da peneira do filtro e anual da lâmpada.

5) Água: se fornecida pela rede pública de abastecimento, precisa receber um produto para livrá-la do cloro antes de encher o tanque. Após certo tempo recirculando num sistema equilibrado, chega a se tornar potável. Sem adição de químicos, é mais transparente e leve do que o líquido de uma piscina convencional.

6) Peixes: são importantes porque se alimentam das larvas de insetos. Entre os tipos indicados, há grandes (como as carpas, os curimbas e os piraputangas) e pequenos (lambaris, mato-grossos e tetras).

7) Plantas Aquáticas: com alto poder filtrante, elas consomem o resíduo gerado pelos peixes, que, de outro modo, viraria alimento para algas. Há espécies fixadas na terra que se projetam sobre a superfície, outras de fundo e as flutuantes, algumas se multiplicam tanto e tão rapidamente que precisam ser podadas.



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