Dicas do Studio da Mata


As PANCs estão chegando...

É chegada a hora das plantas alimentícias não convencionais (PANCs).
Na verdade são "não convencionais" para quem é do centro urbano, mas para quem mora no interior essa sempre foi uma alternativa real de alimentação.
Além de uma forma alternativa de alimentação, as PANCs também têm efeitos medicinais poderosos.
PANCs como ora-pro-nobis, chaya, serralha, almeirão roxo, jurubeba e sálvia peixinho, são alimentos ricos em ferro e proteínas e também com efeitos antibiótico e anti-inflamatório.
PANCs são "os frutos, frutas, folhas, flores, rizomas, sementes e outras estruturas ou partes das plantas que podem ser consumidas pelo homem", tanto in natura como depois de algum tipo de preparo culinário. A definição inclui, por exemplo, as partes não convencionais de plantas comuns.
Lembrando que o que é considerado comum ou incomum muda em cada época, região ou cultura. Um bom exemplo é a bananeira, que tem partes e usos desconhecidos ou pouco comuns. O pedaço que fica no cacho, chamado "coração de bananeira" é totalmente desprezado, jogado fora, mas pode ser usado num refogado.
Evitando esse tipo de desperdício poderíamos resolver a questão da fome no mundo. Além de aproveitar melhor os alimentos, colocamos fim à monotonia alimentar no dia a dia ao diversificar o que comemos.
A ONU declarou 2016 como o Ano Internacional das Leguminosas. O objetivo mundial é aumentar a consciência pública para os benefícios nutricionais das leguminosas secas, através da produção alimentar sustentável. O amendoim, leguminosa seca nativa do Brasil, também tem diversos usos e poderia ser consumido cozido ou cru, ainda mais rico em antioxidantes.
As PANCs precisam ser vistas com bons olhos e ao invés do preconceito, podemos optar por hábitos de consumo mais conscientes.
Saber o que comemos, entendendo o processo produtivo por trás dos alimentos é sem dúvida um bom começo.



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