Editorial


Revista Construir
Outubro/10

Arquitetura / Paisagismo

Expandindo os horizontes

A AMPLIAÇÃO DA CASA NA SERRA GARANTIU CONFORTO E COMODIDADE PARA A FAMÍLIA.

Para aumentar o espaço da residência de 145m², o arquiteto Alexandre Sodré do Studio da Mata, localizado na região serrana de Petrópolis, RJ, decidiu que o mais importante era garantir a sensação de amplitude, uma vez que o terreno, pela sua declividade acentuada, não permitia grandes ocupações. “Dessa forma, criamos um deque de 17m², oferecendo uma extensão da varanda de inverso, também suítes e uma ligação externa entre elas”, afirma Sodré.

Na varanda e no deque, profissional utilizou fundações de sapatas isoladas de concreto e estrutura metálica e vidro. A original é de concreto armado e a estrutura nova e das interferências é de madeira pintada de branco. Ao fim da obra, a casa ficou com 190m².

O paisagismo foi desenvolvido e implantado por Rita Ribeiro, do Studio da Mata. Ela criou um muro de concreto armado que favoreceu a ampliação da área plana nas laterais da casa. Nela foram implantados uma pequena praça e canteiros com massas de vegetação variadas. Houve também um reflorestamento com árvores nativas de florações diversas em 70% do terreno que anteriormente era apenas capim.

A proposta da varanda de inverno é que mesmo totalmente fechada com vidro funcione como extensão da parte social e permita o contato com o externo pelo jardim e deque. A área conta com bay window. Ainda a cozinha, contígua ao social, foi aberta com balcão, integrando-se ao estar. Uma pequena saleta dá acesso ao lavabo e completa o espaço social.

As esquadrias de madeira foram substituídas na totalidade e complementadas com modelos de metalon. Na varanda uma porta mexicana pivotante faz o acesso principal. As esquadrias e portas tipo camarão foram projetadas e executadas em estrutura metálica e permitem as aberturas totais dos vãos, aumentando a sensação de amplitude e comodidade da varanda.

O forro de gesso nivelado foi retirado e substituído por lambri de madeira e cedrinho pintado de branco. Para acompanhar o ângulo do telhado, ele selecionou telhas duplanas de cerâmica clara, e os ambientes internos são praticamente todos brancos, clareando a casa como um todo.

O branco predomina nos espaço. Poucas cores pastéis foram usadas à meia altura apenas nos banheiros. Na fachada um azul claro foi usado para confundir-se com o céu, dando um efeito discreto da construção térrea. Todas as tintas utilizadas foram do tipo acrílica fosca (Coral) e nos banheiros e cozinha acrílica acetinada da mesma marca.

Complementando os espaços, o mobiliário segue a proposta de tons claros, com aspecto provençal, fornecido por uma artesã da região serrana do Rio de Janeiro.











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